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Lançado no segundo semestre de 2010, a versão econômica do Uno faz jus à denominação dada pela Fiat ao compacto. Ou seja, Economy.
A Fiat não imaginava que lançar a série especial do Cincoecento customizada pela casa Gucci faria tanto sucesso. As três mil unidades foram pré-reservadas rapidamente pela internet, no site aberto pela grife italiana, graças ao requinte e a elementos de sofisticação que emprestaram muito mais valor ao carro mundial da Fiat. Tais encomendas, vale dizer, vieram dos quatro cantos do mundo, o que certamente amplia as chances de termos algum modelo rodando por aqui. Sem querer dormir no ponto, a montadora italiana ampliou a parceria com a Gucci e está lançando, agora, uma versão do 500 Cabriolet também customizada. O teto-solar é totalmente elétrico - interessante reparar o belo efeito visual quando está fechado, no qual se destacam as cores da Gucci, verde, vermelho e novamente verde. As cores também serão exclusivas, como um branco acetinado com detalhes cromados e o preto também com detalhes cromados. Acompanham na parte externa detalhes retrô nas rodas de aro 16 e o G marcado em alguns locais da carroceria. Internamente, o requinte fala alto, com o uso de material similar ao veludo em partes do painel e a forração de duas cores sendo feita à base de couro Frau por conta da Gucci. O brand da grife aparece nos bancos, na alavanca de câmbio, na chave e nos cintos de segurança. O resto dos equipamentos é igual ao conjunto dos modelos normais. O desenvolvimento do modelo ficou a cargo do diretor de criação da grife, Frida Giannini, em parceria com o centro de estilo da Fiat em Turim. Na Europa, o carro começará a ser entregue já a partir do mês que vem. As revendas o receberão acompanhado de uma brochura especial também by Gucci.
Por Marcelo AmbrosioMIAMI, Flórida - Dirigido pelo cineasta Fernando Meirelles, o ator Dustin Hoffman protagoniza uma divertidíssima campanha para o mais ambicioso lançamento da Fiat este ano, o novo - pode-se dizer assim - Cincoecento. Só isso dá a ideia de quanto está se investindo nessa operação, destinada a cooptar corações e mentes em um mercado historicamente ditado pelo amor aos galipões. Até o momento, o carrinho mundial da montadora italiana era produzido na Polônia e exportado para vários países, inclusive o Brasil. Com a decisão da marca de usar o charme desse modelo para a conquista dos mercados americanos, a partir do aproveitamento da planta da Chrysler em Toluca, México, e de uma segunda unidade na Venezuela, o 500 precisou ser levado de volta às pranchetas para a inclusão de features e equipamentos de conforto. Ganhou novos motores, novo câmbio, novos elementos de suspensão e muito mais. A boa notícia é que as faixas de preço - são cinco versões - o tornaram mais acessível, indo desde R$ 39.990 (para a linha Cult, de entrada, com motor 1.4 Evo e câmbio manual) a R$ 50.450 (para a versão top de linha Prima Edizione, com motor 1.4 litros Multiair de 102 cv limitada a apenas 500 unidades).Externamente, muito pouca coisa mudou, mas há detalhes que agragaram muito valor ao desenho anterior, como a sinalização lateral - exigência dos americanos, para quem o veículo precisa ser inteiramente visível quando olhado de lado à noite - e os novos parachoques, mais integrados à carroceria e que ajudam a integrar o conjunto. Mas por dentro, o projeto foi bastante mexido, a começar pela estrutura da célula básica, que recebeu novos painéis laterais adequados à norma dos EUA de resistência a impactos traseiros até a 80 km por hora. As portas igualmente tiveram sua estrutura interna reforçada, volante e o painel foram mexidos para acomodar os airbags - são sete ao todo - e o teto também mereceu atenção por força das normas anticapotamento. Na suspensão, as diferenças são mais sensíveis em relação ao modelo que a Fiat vendia no Brasil. Molas, amortecedores, barras estabilizadoras e batentes foram modificados, o que resultou em um carro 10 mm mais alto. Durante o test drive pelas ruas de Miami, forçamos um pouco uma curva acentuada para medir até que ponto esse detalhe pode ser sentido, mas ficou claro que o equilíbrio do conjunto não sofreu qualquer mudança. O 500 se manteve firme na trajetória, sem oscilar a carroceria.MOTORES NOVOS, BAIXO RUíDOO bom desse trabalho para atrair o consumidor dos EUA está no fato de que o brasileiro acabará se beneficiando indiretamente, uma vez que a Fiat garante que não haverá qualquer diferença entre os carros vendidos lá e aqui. Isso ficou evidente no teste na questão do isolamento sonoro. Novos materiais de absorção, coxins de suspensão melhores e um escapamento redesenhado deixam qualquer conversa a bordo fácil mesmo com o ótimo som ligado em volume baixo - o equipamento instalado pela Fiat é nada menos que o Bose, que está disponível desde a versão Cult, porém como opcional. O No caso da gama Sport Air, o ronco grave do motor 1.4 16V MultiAir, de 105 cv, funciona como uma convicente tentação pela esportividade. Do ponto de vista do handling, o câmbio manual aqui funciona até melhor que o automático de seis marchas, fabricado pela japonesa Aisin. As trocas são justas, mas precisas e a tocada é fácil tanto se o comportamento for suave ou mais agressivo. Testamos também a mesma versão com o câmbio automático e não se percebe perda sensível de torque pelo uso do conversor hidráulico - para variar, também redesenhado. As trocas são quase imperceptíveis e apenas em um teste de kick down a reação se mostrou um tanto tardia nas reduções. Embora o premiado MultiAir seja realmente revolucionário pela sua engenharia - o motor tem a quantidade de ar injetado na válvula de admissão controlada para evitar desperdício de energia - para o consumidor brasileiro a aposta é maior mesmo na série Cult. A adoção do motor Evo 1.4 Flex de 85 cv (ou 88 cv a etanol), o mesmo que equipa o Palio, trouxe uma alternativa acessível e, pelo que vimos em termos de desempenho, bastante aceitável. Mesmo com 20 cv a menos que o Sport, o Cult consegue dar boas respostas, tem ruído baixo, não passa nenhuma vibração à cabine e responde bem às solicitações. Aparentemente, não há perda no conforto acústico pela versão ser a menos equipada. Nessa gama, há possibilidade de compra do 500 com o câmbio semi-automático Dualogic. Na polêmica dentro da mídia especializada em torno desse equipamento - nós aqui do CarZ testamos outros carros com esse dispositivo e obtivemos respostas muito distintas - o Cincoecento joga a favor da casa: usamos de várias formas o escalonamento das marchas e notamos que tanto na troca para cima, quanto nas reduções, o gap é quase imperceptível. No manual, inclusive, a passagem não é percebida. Como os trajetos uitilizados no teste foram curtos, não foi possivel fazer uma aferição mais precisa do consumo das duas famílias. Mas, segundo a fábrica, esse dado continua sento outro fator de atração para o carro: de 9,6 km por litro a 14,3 km por litro para o motor Evo 1.48V e 12,3 km por litro para o MultiAir 1.4 de 16 válvulas. A climatização ganhou atenção à parte. O ar condicionado digital tem agora 18% a mais de volume de ar, resfria mais rapidamente a região da cabeça dos passageiros e, segundo a fábrica, garantiu uma redução do ruído dessa emissão em 2 decibéis. Rodando em velocidade baixa, em um dia de intenso calor e com o teto solar Sky Wind com o vidro exposto, notamos no entanto, que na versão Cult foi preciso mante-lo no nível 2 - no qual a ventoinha faz mais barulho. Recomenda-se que antes de rodar em local quente, o motorista espere a temperatura a bordo cair, o que acontece bem rápido, de forma que possa usar a emissão do ar no volume mínimo. INTERIOR E EQUIPAMENTOSMuito do sucesso do 500 se deve ao seu interior, com painel da cor da carroceria e bancos com desenho e padronagem especiais. Agora, a Fiat passará a oferece-lo com quatro combinações possívels de cor - de couro ou não. Na versão Cult mais simples, mesmo em tecido o banco segura bem o corpo e a diferença no padrão só agregou em beleza. Pena que, para os carros de entrada, o bom descanso de braço do lado direito do motorista não seja oferecido. O dipositivo permite que se faça as trocas de marcha no câmbio manual com esforço mínimo. As próprias cores também mudaram, com a chegada de quatro outras versões de prata, preto, laranja e vermelho. No caso da Prima Edizione, o carro vem ainda com um emblema costurado nos assentos, uma placa com a numeração afixada no painel - especial, todo em preto - e rodas mais largas (de aro 16 e feitas em liga leve, as mesma usadas no Sport). A lista de equipamentos de assistência eletrônica igualmente é recheada: Além do ABS, há o EBD (também de auxilio à frenagem), Hill Holder (controle de tração em ladeiras) e ASR (sinalização de frenagem emergencial, quanto os piscas acendem de forma intermitente como um alerta). A lista é completada com o Blue & Me, já conhecido. PREÇOSCult 1.4 8v flex - R$ 39.990Cult dualogic - R$ 42.990Sport air 1.4 16v - R$ 48.800Sport air automatico - R$ 48.800Lounge air autom - R$ 54.800Prima edizione - R$ 50.450
Test drive de uma semana com Uno 1.0 3 p Vivace
A associação com a Chrysler já trouxe a primeira vantagem para os compradores.
A engenharia da Fiat trabalhou menos que o departamento de design no Uno Sporting. Já tínhamos notado isso quando a proposta foi apresentada, mas ao recebermos o modelo para uma semana de avaliação, pudemos constatar in loco como o motor eTorq 1.6 16 válvulas cairia muito bem ali, tanto quanto funcionou adequadamente na Strada Sporting e no Siena Sporting. A fábrica, por questões de contenção de custo, decidiu manter o propulsor de 1,4 litros e 8 válvulas Fire Evo, com 85 cv - com isso o preço do modelo se situa entre R$ 32.170 e R$ 33.970, dependendo se com três ou cinco portas.
Há algum tempo os fabricantes de automóveis têm investido em séries especiais destinadas ao jovem. Não deixa de ser uma boa ideia, além de ajudar a manter a marca em evidência e fortalecer os números de vendas,caso da Fiat com a versão Sporting, da Strada A picapinha vem com um bom pacote de série como ar, direção hidráulica, computador de bordo, vidros elétricos, trava elétrica, volante com regulagem de altura, janela traseira corrediça, protetor de caçamba., faróis com máscara negra, rodas de liga leve, tudo por R$ 46.600
Desde o seu lançamento, no fim de 2010, o Bravo tem nos impressionado. Na ocasião, o hatch da Fiat estrelou a capa em sua versão turbinada. Agora, depois de duas avaliações de longa duração, completamos a gama com duas outras versões da família, a Essence e a Absolute, ambas com o propulsor 1.8 litros e 16 válvulas de 130 cv, ou 132 cv de abastecido com etanol. E o Bravo continuou sendo uma boa opção. Os testes de longa duração somaram 1.500 km rodados em cada modelo. O Essence é uma versão de entrada, mais barata (R$ 55.480). Internamente, não notamos perdas em função disso, pelo contrário.
A linha 2012 da Fiat tem boas novidades que incluem até uma versão especial do Idea, Itália, que terá apenas 580 unidades na configuração Essence e preço de R$ 51.160 (câmbio manual) e R$ 53.270 (câmbio Dualogic). Traz de série rodas de liga leve 16 polegadas, faróis e lanternas traseiras com máscara negra, faróis de neblina, spoiler e frisos cromados na tampa do porta-malas. Internamente, tem revestimentos com novos tecidos, além de airbag duplo e freios ABS. Já o Doblò tem entre suas novidades a configuração Attractive 1.4, que substitui as versões 1.4 e ELX 1.4, sendo mantido o preço de R$ 53 mil para o modelo de entrada. Na linha Adventure o sistema Locker passa a ser opcional, o que acabou favorecendo o bolso do consumidor que teve redução na versão completa de R$ 1.510. Outro modelo que passa a contar com kits é o Ducato. A versão de carga conta com os pacotes Concept e Concept II. O primeiro tem pré-disposição para rádio, banco com regulagem de altura e brake light, enquanto o segundo oferece vidros, travas e retrovisores elétricos. Para o de passageiros há dois kits, Plus: pré-disposição para rádio, banco com regulagem de altura. Top soma os itens do Plus e mais farol de neblina, desembaçador do vidro traseiro, janela na terceira fila.
Não é raro um fabricante de automóveis errar a mão quando lança versões diferenciadas do modelo tradicional. Exemplos no Brasil não faltam, mas tem também o outro lado. É o que aconteceu com a Fiat ao colocar no mercado a versão Sporting do Novo Uno. Claro que há adesivos nas laterais, minissaias, faróis máscara negra, volante com cobertura de couro, banco no tom da carroceria, rodas de liga leve aro 15, ponteira dupla do escapamento, entre outros acessórios. O resultado é um carro com cara agressiva mas sem exagero, inclusive nas cores diferentes que estão à disposição do consumidor. Aliás, a montadora assume que seu público alvo são os jovens, principalmente os da geração Y.
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