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Carros vão poder circular com suspensão modificada

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Seg, 28 de Abril de 2008 15:54
Resolução do Contran entrará em vigor na quinta-feira (01)
Seguradoras, no entanto, podem recusar cobertura de veículos modificados


Do G1, em São Paulo

A resolução 262 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que entrará em vigor na próxima quinta-feira, dia 1º de maio, vai permitir com que carros de passeio circulem com a suspensão rebaixada ou elevada, desde que ela não seja regulável. Até então, apenas veículos utilitários podiam ter a suspensão alterada.

Para isso, o proprietário deverá pedir uma autorização ao Detran antes de fazer a modificação e, em seguida, submeter o carro à avaliação de um dos institutos técnicos credenciados pelo Inmetro, que por sua vez emitirá um Certificado de Segurança Veicular. A medida ainda exige que a nova altura seja especificada no documento do carro.

No entanto, antes mesmo de entrar em vigor, a resolução já apresenta falhas. Um exemplo disso é o fato de não determinar com exatidão os tipos de modificações serão permitidas. Em algumas oficinas, para reduzir custos, é comum a prática de cortar ou aquecer as molas originais da suspensão para rebaixá-la, o que aumenta consideravelmente os riscos de acidentes como a perda de controle do carro e desgaste da peça, que terá que absorver mais impactos.

“Ainda não há uma definição dos critérios que serão utilizados para a aprovação e reprovação da suspensão do veículo. Estamos questionando o Inmetro em relação a isso. A altura será medida do farol ao chão, mas ainda não se sabe qual será a mínima e máxima permitidas”, diz Luiz Mauro Orlandi, engenheiro responsável por um grupo de instituições técnicas credenciadas pelo Inmetro.

Jogo de empurra-empurra

Outra dúvida é se quem já tem a suspensão alterada poderá regularizar a situação do veículo. Segundo o Detran, assim que a norma entrar em vigor, eles irão consultar o Denatran para saber como proceder. Já o Denatran, diz que caberá ao Detran decidir que tipo de medida adotar.

O fato é que para qualquer alteração nas características do veículo, o órgão exige a apresentação de nota fiscal original das peças e dos serviços utilizados. Hoje em dia, carros de passeio que circulam com a suspensão rebaixada ou erguida estão sujeitos a pagar uma multa no valor de R$ 127,69. Considerada grave, a infração rende cinco pontos na carteira.

Seguradoras não querem dar cobertura

A decisão do Contran não agradou as seguradoras. Para Neival Rodrigues de Freitas, diretor da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), as seguradoras ainda vêem com cautela as novas normas e só devem aceitar carros com suspensão rebaixada depois que a avaliação feita pelo órgão do Inmetro ficar clara.
Freitas concorda que o valor do seguro de um automóvel com a suspensão alterada possa sair mais caro. “Ainda que o veículo preencha os requisitos, o seguro pode sofrer um acréscimo dependendo dos fatores de risco”, diz o diretor da FenSeg.

A Porto Seguro, por exemplo, garante que continuará recusando carros com a suspensão alterada. “Isso não muda nossa aceitação de risco. Tendo em vista as más condições das ruas e estradas, são veículos que têm dificuldade para circular e estão mais susceptíveis a danos no dia-a-dia. Uma coisa é ter risco; a outra, ter risco conhecido”, explica Marcelo Sebastião, gerente do produto Automóvel da Porto Seguro.

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Bruno  - Ridicula...   |200.211.51.xxx |2008-04-29 15:54:22
Mas uma maneira para entrar grana para o bolso do governo, ao invés de
facilitar a vida, de quem compra o carro e deveria poder fazer o q quiser, desde
que não prejudique os outros, inventam essas leis, que dai vai ter vistorias...
E duvido que este "rebaixado" satisfaça quem realmente quer um carro
rebaixado de veradade, a mesma coisa acontece com o Insul-film que o que é
legalizado, mas parece um vidro sujo, e 90% não usa, falsificando o carimbo num
outro mais escuro.
carlos de aguiar  - Alterações das características do carro.   |189.81.187.xxx |2008-04-30 07:39:55
As montadoras poderiam oferecer ou não as opções de alterações em seus
carros. Seus departamentos tecnicos é que poderiam avaliar essas alterações e
não os donos de carros.

Se os orgãos do governo aprovou a originalidade do
carro é por oferecer segurança. Se as alterações pretendidas por poucos são
aceitas, que se deêm estas opções as montadoras.

Ao permitir alterações
fora das montadoras dentro de "normas tecnicas" tem sempre alguem
alterando de forma enganossa visando custos mais baixo.

Ai vem uma pergunta.
Será que alguem tem o direito de se expor a riscos incluindo outras pessoaas e
família que não quiseram e nada tem a ver com isso?

Há que se cumprir as
normas têcnicas das montadoras que, ao construirem seus carros visão, acima de
tudo, a segurança dos proprietários e da população em geral.

Este nosso
paiz parece o paiz de contos de fada. As leis existem para serem cumpri...
mario monteiro filho  - Vistoria tinha que ter como na Europa por ex   |189.51.128.xxx |2008-05-02 09:30:39
Todos os veículos com alterações de suas características originais, sejam
elas quais forem tem que ser verificado a lógica do que se colocou ou tirou do
veiculo.
Todos os veículos deveriam passar por vistoria no mínimo anual pelo
INMETRO porque o Brasileiro não gosta de MANUTENÇÃO.
Está provado pelo
número de acidentes causados pelos veículos em péssima condição de uso, sem
faróis, sem lanternas, sem freios, sem segurança alguma. Vamos acordar?
 
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