O setor apresentou bom desempenho também em fevereiro. Foram negociadas 349.433 unidades em fevereiro, contra 342.795 unidades em janeiro.
As vendas de automóveis e comerciais leves cresceram 8,39% no acumulado, aumentando de 381.137 unidades para 413.122 unidades. Já a evolução de fevereiro em relação a janeiro foi de 4,77%. "A tendência do mercado é de crescimento, com exceção de motocicletas", afirmou Sérgio Reze, presidente da Fenabrave. Em reunião com a imprensa, Reze demonstrou que, na comparação de fevereiro de 2010 com o mesmo mês do ano anterior, quando o mercado ainda sofria os reflexos da crise internacional, o segmento de automóveis e comerciais leves registrou alta de 10,45%. "Mas se compararmos os dados de fevereiro de 2010 com o mesmo mês de 2008, quando estávamos no auge do crescimento, perceberemos que houve aumento de 10,60%, o que significa que o setor está evoluindo realmente", comentou o presidente da Fenabrave.
Para o mês de março, a entidade projeta um volume de vendas de automóveis superior ao resultado de fevereiro em função do fim da redução da alíquota do IPI. Segundo Reze, a Fenabrave não acredita na possibilidade de manutenção do benefício da redução do imposto já que a necessidade do desconto se esgota devido ao crescimento natural da economia. "Contudo, já que o Governo não se faz a reforma tributária completa, entendo que poderia existir uma reforma setorial, onde o setor automotivo teria uma readequação dos percentuais de alíquota de impostos e outra forma de cobrança de tributos", comentou o presidente da Fenabrave. Para ele, uma reforma que levasse a reduzir os preços dos produtos também seria um incentivo à produção, às vendas e à geração de empregos.
Os setores de caminhões e motocicletas foram os segmentos que enfrentaram dificuldades em fevereiro. Os emplacamentos de caminhões caíram 18,60% e os das motocicletas tiveram queda de 0,57%. De acordo com Reze, "houve retração na alocação de recursos do BNDES para financiamento de caminhões, mas, a questão será solucionada brevemente já que o BNDES anunciou mais de R$ 40 bilhões para esse financiamento. No segmento de duas rodas o problema é a capacidade cadastral dos consumidores de motos de baixa cilindrada", explicou o presidente da entidade.
As projeções de emplacamentos para o ano de 2010 não foram revisadas pela entidade, que continua prevendo aumento geral de cerca de 10% para todo o setor.
(Redação - Agência IN)

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